Hoje o dia amanheceu aberto, colorido. Depois de alguns dias de chuva, o céu abriu, o sol saiu e as flores das árvores da rua se tornaram mais visíveis.
Hoje é o único dia que importa.
O resto sequer existe.
Hoje um dia de alegrias, cercado pela ameaça de tristezas e ameaças e abandonos.
Mas apesar da dor, ainda me contenta saber que estou aqui agora.
No hoje.
Sinto um calor se aproximando, um medo irracional de ser ferido mais uma vez e ao mesmo tempo um ímpeto por não me entregar pra depressão, um ímpeto pela vida, pelo sol, flores, música.
Por hoje.
Gosto de escrever, o máximo possível e depois de algum tempo ler o que escrevi. Geralmente despejo tudo no papel ou no blog, enfim, e gosto de reler, depois que a situação que me incomoda já tenha mudado, se dissipado, transformado...
É um exercício terapêutico muito bacana.
Muitas vezes ao ler o que escrevi em épocas passadas, penso "Quanta bobagem! Como eu era fraco, inocente."Isso porque muito provavelmente eu já resolvi internamente as coisas que me incomodavam quando escrevi. Por outro lado, o momento presente é sempre repleto de verdade e sabedoria, e toda vez que escrevo eu estou presente, então encontro também vários pequenos lapsos de sabedoria em coisas do passado que escrevi e resolvo reler.
É sempre bom. Hoje, ontem e sempre.
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