sábado, 3 de dezembro de 2011

HOJE

Hoje o dia amanheceu aberto, colorido. Depois de alguns dias de chuva, o céu abriu, o sol saiu e as flores das árvores da rua se tornaram mais visíveis.

Hoje é o único dia que importa.

O resto sequer existe.

Hoje um dia de alegrias, cercado pela ameaça de tristezas e ameaças e abandonos.

Mas apesar da dor, ainda me contenta saber que estou aqui agora.

No hoje.

Sinto um calor se aproximando, um medo irracional de ser  ferido mais uma vez e ao mesmo tempo um ímpeto por não me entregar pra depressão, um ímpeto pela vida, pelo sol, flores, música.

Por hoje.

Gosto de escrever, o máximo possível e depois de algum tempo ler o que escrevi. Geralmente despejo tudo no papel ou no blog, enfim,  e gosto de reler, depois que a situação que me incomoda já tenha mudado, se dissipado, transformado...

É um exercício terapêutico muito bacana.

Muitas vezes ao ler o que escrevi em épocas passadas, penso "Quanta bobagem! Como eu era fraco, inocente."Isso porque muito provavelmente eu já resolvi internamente as coisas que me incomodavam quando escrevi. Por outro lado, o momento presente é sempre repleto de verdade e sabedoria, e toda vez que escrevo eu estou presente, então encontro também vários pequenos lapsos de sabedoria em coisas do passado que escrevi e resolvo reler.

É sempre bom. Hoje, ontem e sempre.

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