Branco total. Mergulho flutuante no mar de estrelas. Quero uma vida a vários. Todo dia uma montanha russa nova. Mistério, mas vai dar tudo certo. Se abrir ao novo. Se reconciliar com o velho. Parachute. Permanecer sendo. Não há nada mais a ser feito. Dance mais. Chuva de sorrisos no Paraíso Tropical. Minha caneta não quer seguir linhas retas, fica sendo concêntrica. Como aquela pedrinha jogada no meio lago. Reverberano. É neologismo escrever errado propositadamente? É homenagem à língua viva falada? Ou mera preguiça? É tudo.
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Raízes ancestrais em solo úmido. Dossel de folhas alcançando o céu. Seres da floresta. Abraço é quando os corações se encontram. Infinito é quando não cabe mais lá dentro. Sereno é o mar dentro da gente que balança com a lua cheia escandalosamente convidativa.
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Gratidão à vida, gratidão pela vida, pela vida afora, pelos tombos, pelos sambas, pelas entranhas, pelos estranhos contornos. Gratitude pelas atitudes, pelo desapego ao não-vivido.
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Estrada a frente, sempre estrada. De terra, de pó de estrelas... Meu coração na verdade mora nas estradas, nos caminhos, é onde me vejo melhor, onde avisto e sou o céu. Fim da busca, o caminho se faz no caminhar, devir-astronauta.
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