Cavalo Marinho é alguma modalidade ou escola de dança, conhecida no meio, mas desconhecida por mim. Hoje estava trabalhando, documentando com filmagens um concurso que aconteceu para a área de Dança, na Universidade e vez ou outra algum canditado mencionava esse "Método Cavalo-Marinho". Já que não sabia exatamente do que estavam falando fiquei pensando no fundo do mar. Cavalo-Marinho é uma espécie de peixe raiado, um caso em que a Evolução se fez caprichosa, pois poucas espécies têm aquele formato curioso e característico. E eles vivem bem lá no fundo do mar, num lugar onde se compõe um cenário muito rico, repleto de cores, peixes, algas, corais, e mais além, mistérios abissais.
As fossas marítimas abissais remetem ao desconhecido, à escuridão, à seres cegos vivendo por lá, as vezes emitindo luz própria. E desconhecido pode remeter a medo, mas remete também ao Espaço Sideral. A mesma cor que eu vejo nas profundezas abissais vejo também na capa da noite que circunda as estrelas. E o que poderia haver em comum entre as profundezas do mar e a amplidão do céu?
Talvez representações de universos interiores. E o tom celeste, que permeia mistérios e colore a imensidão do céu remete a uma espiritualidade mais intensa, mais viva, mais presente. Me faz pensar em Jesus Cristo humano, um Jesus que me diz pra olhar tanto pra imensidão do céu quanto pra profundeza abissal, um Jesus que se manifesta nos meus clientes, na minha chefe, nos meus amigos.
Quando tomei daime as primeiras vezes, ficava olhando para as fardas, as fardas principais, azuis-marinho. Os chocalhos (maracás) iam sendo tocados num ritmo frequente, bate-estaca, as mulheres tinham uma voz de taquara rachada e o efeito da bebida ia chegando em ondas, ondas, ondas... No auge da experiência, olhava para aquelas roupas, as pessoas pareciam todas de outro planeta, representantes de alguma Federação Intergaláctica. Conforme a música ia evoluindo, o bailado ia acontecendo e eu enxergava os irmãos como um verdadeiro exército, um verdadeiro batalhão. No começo eu não entendia nada direito e ficava muito assustado. Com a música, com os chocalhos, com a bebida. Mas depois fui aprendendo o que era a força, como tomar, como bailar e cantar. E então já via aquelas fardas como um batalhão do Alto Astral, numa ressonância bem forte que me levava ao encontro com meus Mestres Interiores.
E agora, União é uma palavra que tenho vivenciado apenas através da faixa do Facebook e do Blog.
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