No brilho do Sol Dourado é que me vem o dia.
Dias nublados e chuvosos têm o seu valor: são dias pro aconcechego no lar, ver um bom filme, ler um bom livro, fazer amor; mas dias de sol trazem toda uma outra gama de opções, não menos interessantes ou divertidas. Gosto de me levantar bem cedo, ir até o quintal da minha casa e olhar para o céu azul e pro brilho intenso dourado-amarelado que bate nas plantas. Os raios me esquentam a face e minhas pálpebras fechadas e entram pelos poros e boca abertos, aconchegante. Os raios entram de uma maneira tão reconciliadora que me parecem mais um abraço apertado e carinhoso.
Tem dias que levo chocalhos e violão para saldar o Sol nos fundos de casa. Tiro a camisa, coloco colares de contas e bailando, canto: "Sou o briho do Sol, sou o brilho da Lua, Sou o brilho do Sol, sou brilho da Lua, dou brilho ás Estrelas porque todas me acompanham...". Então paro, faço uma oração e agradeço. "Obrigado Pai Celeste, Pai Sol, pela vida. Calor, luz, conforto." Depois pego o violão e começo a tocar uma canção do Aterciopelados, que tirei corretamente e por conta própria:
"Solecito, me calienta el esqueletito!"
Meu colega de república geralmente sai da cama mais tarde do que eu, que sou chegado a fazer rituaizinhos pro Sol. Noutro dia fui pedir desculpas pelo barulho e ele me olhou e disse:
"Tudo bem, cara! Essa música já virou mantra!"
Olhei pra ele, olhei pra mim mesmo e falei:
"Mantra? É, pode ser! Solecito me calienta o esqueletito!"
Além de eliminar o mofo das coisas e fornecer aquela energia para um bom banho de cachoeira, dias de sol como hoje são bons dias para se fotografar. A luz solar é a mais fácil de se trabalhar, a mais clara e completa, que permite uma visualização mais viva das cores. Fotos em dias de Sol são as mais intensas, são aquelas que dá vontade de sorrir e guardar. Estou fazendo um curso de fotografias e hoje é um desses dias!
E muito provavelmente não encontrarão, à primeira vista, um sentido nessa série de textos que estou publicando aqui no Naturalista. Mas sim, há um sentido que interliga os textos.
To the faithful departed, terceiro disco do The Cranberries é um disco forte, gravado em 1996. Esse disco foi gravado numa época em que a Dolores passava por uma depressão violenta. Ela costumava fazer shows descalça mas um dia quase morreu com um choque que levou ao pisar em um cabo solto em cima do palco. Traz canções que marcaram a carreira da banda como Salvation, Free to Decide, Warchild, When you're gone, Bosnia, Holiwood. A mistura de depressão, com pressão de gravadoras por um trabalho de sucesso, fez com que o To the Faithful Departed saísse um disco um pouco mais pesado e sinistro que os outros, mas ainda assim muito bom!
E no mais.... Cheetos, Girassóis, meu MousePad, Pamonha, Power Ranger Japonesa, Wolverine, Parallax, Tabebuia chrysotricha, The Daffodil's lament, Banco do Brasil e a lata de lixo para Metais da universidade.
Se alguém descobrir o que esssas coisas tem em comum ganha um prêmio em primeira mão!
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